Este texto busca desenvolver a análise acerca da atuação de Mário de Andrade como folclorista e escritor. Desse modo, destaca-se seu papel formador de novas gerações de intelectuais brasileiros e de especialista em projetos culturais de relevância. Sua atividade de professor do Conservatório Dramático e Musical. Suas viagens de pesquisa etnográfica ao Norte e ao Nordeste do Brasil. Seu trabalho como diretor do Departamento de Cultura de São Paulo. A partir de sua destacada participação na Semana Moderna, assume posição como o primeiro intelectual deste grupo a entender o Brasil a partir das raízes mais profundas da cultura de seu povo. Disso resulta a necessidade de reconhecer o país em sua pluralidade cultural, destacando aspectos negativos da música marcada por elementos de espontaneidade que contrariam o crescente interesse da indústria cultural como agente comercial dessa manifestação. Sua contribuição serve como base à consolidação de elementos de formação do que passou a representar o conceito de nacionalismo popular na cultura brasileira.
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