A formação da colônia de imigrantes letões em Varpa, no interior de São Paulo, iniciou em 1922. Devido às condições estruturais precárias, mortes começaram a ocorrer, em especial de crianças de até 14 anos. O objetivo da presente pesquisa foi analisar textos sobre a finitude da vida, da revista Rihta Rasa, impresso publicado entre 1925 e 1939. Foi possível observar que o material deu centralidade às crianças, condição que direcionou condutas e crenças dos adultos ali ficcionalizados. A prática religiosa, articulada à predominância das crenças cristãs de matriz protestante, da denominação batista, funcionou como elo entre os membros da comunidade, o que se expressou também em suas representações da infância e da finitude. A presença regular de tais recursos indiciou a frequência da morte de crianças, bem como atualizou o emprego da retórica cristã natureza-eternidade como forma de educar e lidar com as perdas, sobretudo as mais precoces.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados