O catastrófico e o monstruoso sempre irrompem de maneira inesperada, acontecem e rompem com a ordem estabelecida, viram tudo de cabeça para baixo e tudo de cabeça para baixo, obrigando-nos a olhar para tudo de outro lugar que não estava previsto. Ambos são sempre temidos, excluídos porque são desconhecidos, marginalizados porque estão associados à perdição, ao mal e ao advento das adversidades. Porém, pela leitura de Derrida desses “conceitos”, ver-se-á que tudo isso se baseia em preconceitos, que buscam subjugar e ocultar algumas questões que “incomodam”. Portanto, é o conforto e a segurança, naquilo que já é conhecido e comprovado, que leva a vestir de monstruoso e catastrófico tudo o que é desconhecido, incerto e perturbador. Nesse sentido, a escrita busca traçar o catastrófico e monstruoso de algumas das primeiras obras de Derrida e vinculá-los ao futuro da democracia.
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