Brasil
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In the discourse of international law, the right to truth emerges as a new legal concept to mobilize a diversity of agendas and interests. The present study seeks to interpret the right to the truth as a right to memory from the analysis of the sentence of condemnation of Brazil by the Inter-American Court in the Gomes Lund et al. Case ("Araguaia Guerrilla"). As an exemplary case of a petition before the Inter-American Court of Human Rights, it is sought to demonstrate that the persistent ignorance of the truth amounts to forced institutional amnesia and the persistence of crimes of forgetfulness, which seek to erase the traces of past violence against the dignity of human person.
No discurso do direito internacional, emerge o direito à verdade como um novo conceito jurídico a mobilizar uma diversidade de agendas e interesses. O presente estudo procura interpretar o direito à verdade como direito à memória a partir da análise da sentença de condenação do Brasil pela Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”). Por ser um caso exemplar de demanda perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, procura-se demonstrar que o persistente desconhecimento da verdade equivale à amnésia institucional forçada e a persistência de delitos do esquecimento, que pretendem apagar os traços das violências passadas contra a dignidade da pessoa humana.
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