Brasil
O artigo apresenta uma análise comparativa entre as teorias do prazer na ética das virtudes e no utilitarismo com ênfase em Aristóteles e Mill. Inicialmente, investiga-se a controvérsia interpretativa suscitada pelas duas teorias sobre o prazer apresentadas por Aristóteles na Ética Nicomaqueia: i) o prazer como atividade e ii) o prazer como algo que acompanha ou completa uma atividade. A partir disso, analisa-se a noção de prazer em Mill no intuito de discriminar os pontos convergentes e divergentes acerca do prazer entre uma teoria das virtudes e uma teoria utilitarista. Conclui-se que as teorias parecem mais convergirem que divergirem pois, em ambas: i) o prazer não pode ser buscado independente das atividades; ii) há uma hierarquia dos prazeres importando a qualidade e não apenas a quantidade de prazer produzido; iii) o tipo de prazer considerado superior é o mesmo, assim como o tipo de prazer considerado inferior e iv) há pessoas que são tomadas como critério responsável por corretamente aquilatar os prazeres.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados