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Qualquer semelhança não é mera coincidência: As candidaturas das copas do mundo brics em perspectiva transnacional

    1. [1] Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Brasil

    2. [2] Universidade Federal de São João del-Rei
  • Localización: Revista de História Comparada, ISSN-e 1981-383X, Vol. 17, Nº. 1, 2023, págs. 138-170
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • O período recente no qual os países emergentes receberam a Copa do Mundo de futebol masculino da FIFA confundiu-se com o da própria criação e solidificação dos BRICS. A África do Sul tornou-se o primeiro país africano a realizar o evento. O Brasil aproveitou-se da onda de otimismo econômico dos governos petistas para buscar mais destaque internacional. A Rússia almejava reafirmar-se como uma potência global e encontrou amparo no seu presidente Vladimir Putin. Logo, nosso principal objetivo foi comparar a preparação dos Mundiais de 2010, 2014 e 2018. Investigamos as propostas de candidaturas e as pesquisas de opinião pública, utilizando-se de fontes consultadas pessoalmente nos arquivos da FIFA, em Zurique. De um lado, os organizadores locais alegavam que as competições serviriam como catalisadoras de investimentos. Por sua vez, a FIFA usufruía de todas as benesses possíveis e as escolhas nada transparentes facilitavam a reprodução de capital em favor dos seus dirigentes e parceiros.


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