No cenário da nascente Guerra Fria e do mundo bipolar travou-se uma guerra cultural na qual o cinema foi uma das arenas principais. A URSS rodou filmes de intenso teor antiamericano nos anos finais de Stalin, após a Segunda Guerra, o stalinismo tardio (1945-53). A teoria sócio-cinematográfica de Marc Ferro permite apreender como o Estado se relacionou com a indústria cinematográfica e com os expectadores soviéticos. Num momento de maior controle e maiores exigências políticas sobre o cinema, o nível técnico e a qualidade artística caíram, simplificados, permitindo mensagens mais claras, objetivas e menor tensão com as agências governamentais. Estas demarcavam a ameaça estadunidense à URSS e invertiam a propaganda americana antissoviética.
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