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Brasil
O objetivo deste artigo é relacionar dois modelos ideais de reis, Artur e D. Sebastião, com a simbologia animal, respectivamente do dragão e do urso, para Artur e do touro, para D. Sebastião. Esses soberanos estão associados também à figura de Cristo, representando a imagem do messias; são capazes de, no imaginário, trazer a paz, justiça e prosperidade às populações, em diferentes momentos históricos. Artur traz a fartura através do Santo Graal. Já D. Sebastião, seria capaz de conquistar Alcácer-Quibir, no Marrocos, dos muçulmanos; porém quando tal intento não deu certo, passou a ser o rei “encoberto”. Através da figura desses soberanos, seu caráter messiânico e sua relação com animais que representam a força, a abundância e a fertilidade, podemos também refletir sobre o imaginário político e as suas reminiscências medievais. Acreditamos que pensar sobre a ideia do governante perfeito, garantidor de alegria e felicidade à população, é um tema que mostra a importância da História como disciplina e os vínculos entre o passado e o presente.
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