Brasil
A partir do século III, verificamos, no Império Romano, a deflagração de um lento processo por meio do qual a cidade clássica se converterá na cidade pós-clássica, uma modalidade particular de formação urbana própria da Antiguidade Tardia que não deve ser confundida com a cidade medieval, que se afirmará do século VII em diante. Nesse artigo, temos por finalidade refletir sobre os contornos da cidade pós-clássica no Oriente à luz do caso de Antioquia, a metrópole da província da Síria-Coele, no período compreendido entre os séculos III e VII, quando é possível identificar duas fases distintas na história da cidade. Na primeira delas, constatamos uma vigorosa expansão demográfica e territorial, o que consolida a posição de Antioquia como uma megapólis. Na segunda fase, iniciada nas primeiras décadas do século VI, a cidade é duramente castigada por uma série de desastres naturais e pelas incursões dos persas, o que acarreta uma retração demográfica contínua acompanhada por alterações visíveis no ambiente construído que, de certa forma, anunciam a emergência da madina islâmica. Em 636, quando da chegada dos árabes, Antioquia já não era mais uma megapólis, tornando-se uma fortaleza para os novos conquistadores.
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