O interesse em compreender o uso da Idade Média como forma de legitimar posições ideológicas é cada vez mais evidente, refletindo o interesse do mundo acadêmico em esclarecer os possíveis equívocos e como ocorre a recepção desse medievalismo. Como um estudo de caso, pretendemos trabalhar com a recepção dos vikings em nossa sociedade. A idealização que temos sobre os vikings na mídia hoje surge no século XIX e apesar de sua inspiração nos tempos medievais, não se preocupa com a precisão histórica. Sua concepção e desenvolvimento precede a importância da realidade histórica que a inspira, criando novas realidades, com narrativas e discursos próprios e, nosso foco aqui, seguiria o conceito de simulacros e simulações de Jean Baudrillard em nossa cultura de massa. A partir disso pretendemos questionar como o ambiente acadêmico aborda hoje o problema de tal recepção e quais seriam as novas maneiras de fazê-lo
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