Brasil
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O artigo propõe uma análise comparada das políticas agrárias dos governos progressistas na América Latina (1998-2016), considerando os seguintes elementos: o avanço do agronegócio e da superfície subordinada às monoculturas e pacotes tecnológicos das transnacionais de insumos, perpetuando a concentração fundiária; a interação ambivalente dos governos progressistas com movimentos camponeses; o uso do termo “reforma agrária” para processos nem sempre distributivos de regularização de títulos; a política dos programas sociais rurais; e a relação dos governos progressistas com as classes dominantes agrárias. Combinando fontes primárias e literatura secundária, tais aspectos foram analisados de maneira panorâmica na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai, Paraguai e Brasil. Considerando as especificidades de cada arranjo de poder e alianças de classes, propomos o conceito de “consenso do glifosato” como síntese interpretativa das políticas agrárias progressistas.
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