Brasil
A produção de grãos alimentícios está relacionada ao surgimento da vida em sociedade. Essa antiquíssima produção sempre esteve regulada por normas sociais que buscaram garantir à subsistência dos grupos humanos. O excedente permitiu a especialização urbano-rural e a administração do excedente, a existência de diferentes formas de organização do Estado. No século XVIII a agricultura passou por uma profunda transformação. As formas tradicionais de organização do espaço produtivo, que envolviam as servidões, foram reformadas e abolidas. A subsistência que tinha estado no centro da organização dos Estados deixou de ser de sua incumbência. A subsistência abandonou o espaço comunitário para se transformar num problema individual. A livre comercialização dos grãos, desimpedidos de toda amarra política, ficou no centro das discussões políticas e econômicas. Este artigo aborda os debates que se deram em Espanha, França e no Rio da Prata sobre a livre circulação dos grãos.
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