O presente artigo tem por objetivo discutir acerca das crenças religiosas afro-brasileiras, que foram entendidas pela Igreja Católica e outras instituições a exemplo da justiça, como feitiçarias. A análise dessas representações situa no contexto da escravidão no Vale do Paraíba Fluminense, no século XIX. Dessa forma, buscaremos compreender como e por quais razões o poder judiciário e as elites, influenciadas pelo pensamento católico, buscaram combater essas práticas religiosas que fizeram parte do cotidiano dos escravizados. Para isso, utilizaremos como fonte um processo crime aberto na justiça da vila de Piraí, acusando de feiticeiro o cativo Victoriano, em 1844.
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