Como parte dos esforços para marcar a diferença entre a Economia Antiga e a Economia Capitalista, Jean-Pierre Vernant tentou demonstrar que não existia entre os gregos antigos uma noção unificada e abstrata de Trabalho. Incluindo o mundo romano nesta análise e tendo como método a contraposição comparativa com o mundo capitalista, pretendo complexificar (sem, contudo, negar em sua essência) a ideia de Vernant, mostrando que a existência ou não do Trabalho Abstrato depende da organização social do trabalho. Para tanto, é importante discutir as ideias de Yan Thomas sobre como o Trabalho Escravo teria sido propício ao desenvolvimento de uma noção abstrata de Trabalho entre os juristas do Direito Romano. Identificando as particularidades do trabalho escravo, pretendo mostrar que a afirmação de Thomas está equivocada, ainda que tenha elementos que propiciam considerações interessantes sobre a singularidade do fenômeno escravista.
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