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Lanza, Líria Maria Bettiol
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Santos, Eliezer Rodrigues dos
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Campanucci, Fabrício da Silva
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Silva, Carolina Camilo da
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Brasil
O estudo tematiza a conjuntura pandêmica que impôs alterações significativas nos modos de vida e trabalho do conjunto de trabalhadores, não estando os assistentes sociais isentos disso, principalmente por muitos estarem na linha de frente em ações de assistência, prevenção e controle da doença, e objetiva problematizar os impactos da pandemia Covid-19 para o trabalho do assistente social em seus diversos espaços sócio-ocupacionais. Optamos pela abordagem qualitativa com uso de recursos quantitativos, com instrumento de coleta de dados questionário eletrônico, enviado por e-mail aos sujeitos informantes. Nosso universo foi composto por 201 assistentes sociais das cinco regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste), em exercício no contexto de pandemia. Imersos em uma crise nacional multifacetada, esses trabalhadores tiveram impactos significativos em suas condições de trabalho, nas relações com as instituições e com suas famílias, bem como em sua saúde mental. Isso aponta para os custos históricos do desfinanciamento das políticas sociais no país; para a precarização de uma força de trabalho especializada, bem como para o paradoxo de que, mesmo fragilizado, os brasileiros precisam cada vez mais de um sistema de proteção sólido, reafirmando os obstáculos entre a expectativa social e a realidade operacional das políticas sociais.
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