Brasil
O texto aborda os impactos da expansão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e da uberização no trabalho e no Serviço Social a partir de revisão de literatura crítica. A literatura científica destaca tanto aspectos positivos quanto negativos dessas mudanças. De um lado, as TICs democratizam o acesso à informação, educação e serviços, ampliando acessibilidade para grupos vulneráveis. Por outro, acentuam a precarização do trabalho, principalmente no capitalismo dependente, onde a ausência de vínculo empregatício formal expõe os trabalhadores a exploração e falta de proteção social, o que impacta no adensamento da questão social. No Serviço Social, a incorporação das TICs acelerada desde a pandemia trouxe desafios. Embora garantam a continuidade dos atendimentos, reforçam a precarização e aumentam a pressão por produtividade, impactando o sigilo profissional e a qualidade do serviço prestado. Além disso, o teletrabalho afeta a saúde mental dos trabalhadores, ao impor isolamento social e sobrecarga de tarefas. A conclusão destaca a necessidade de um uso crítico das TICs, que devem ser integradas ao projeto ético-político do Serviço Social, focado na emancipação da classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, enfatiza a importância de medidas rigorosas de proteção de dados e sigilo profissional, para evitar que a modernização tecnológica agrave as desigualdades e fragilize os direitos dos usuários.
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