Brasil
Refletir sobre a incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) por parte do Serviço Social, sobretudo, a partir da “regência” da tecnologia como particularidade representada na “mediação” das relações sociais, marcada pela necessidade do isolamento social em decorrência da pandemia ocasionada pelo vírus da Covid-19, consiste o objetivo do presente estudo. Amparado no materialismo histórico-dialético, com o recurso da pesquisa bibliográfica, demonstra que a tecnologia deriva da atitude ativa do homem para com a natureza. Diante da constatação de que as mudanças das forças produtivas ditam dialeticamente o curso da história da humanidade, o uso da tecnologia, portanto, não sendo neutro em si, tem na intensificação dos processos de trabalho, que ocasionam a exploração da classe trabalhadora, um de seus efeitos. O estudo demonstra ainda que a exigência de fluidez e adaptabilidade do trabalho à flexibilidade não é uma novidade do tempo presente. Longe disso, origina-se da contradição permanente do capitalismo, ocasionada pela compra e venda da força de trabalho, a que as TIC vêm se somar. Em vista disso, reflete que a incorporação das tecnologias pelo Serviço Social, considerando a contraface das inovações que implica a intensificação da precarização das relações de trabalho deve ser refletida e, em casos específicos, obstada a partir do horizonte da classe trabalhadora. Constata que o paradoxo previsto pelos avanços tecnológicos se dá combinado com a atroz precarização do trabalho ao passo das “facilidades” que preconizam.
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