Brasil
O presente artigo parte do neoliberalismo para tratar da crise econômica de 2008 e seus elementos estruturantes. Aborda, ainda, a perda de direitos da classe trabalhadora e os efeitos do desemprego estrutural enquanto viabilizadores da ascensão de plataformas digitais de superexploração do trabalho, tais como o Uber, Deliveroo e o Ifood. Essas acabam por deflagrar um conjunto de conflitos na relação entre trabalhador e empregador, oriundos da concepção de empreendedor/consumidor. Tal concepção vem sendo apregoada pela escola apologética da economia do compartilhamento, que serve como parâmetro para a organização dessas plataformas. Conclui-se que as condições de trabalho conjugam o moderno (digital) e o primitivismo (exploração e espoliação) em uma concepção enviesada de progresso, conforme incorporada por essas plataformas. Esse artigo apoia-se no materialismo histórico-dialético e dialoga com diversos autores coetâneos que desenvolveram pesquisas nos últimos anos sobre essas temáticas.
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