Este artigo se apropria do pensamento de intelectuais que têm como tema de pesquisa relações raciais como lente teórica refletir a respeito da presenta do racismo acadêmico na universidade pública. Tendo como locus o campo das Ciências Sociais Aplicadas, o objetivo é discutir a invisibilização do conhecimento científico negro, africano e latino-americano nessa área de conhecimento. Estruturado metodologicamente a partir da análise conceitual envolvendo as temáticas racismo acadêmico, educação superior, ação afirmativa e anticolonialidade, o escrito propõe-se a refletir sobre a ausência da intelectualidade negra nos processos de formação universitária, a partir de um diálogo com o Serviço Social, profissão que se dedica aos estudos a respeito das expressões da questão social e à intervenção na realidade social. A parte inicial traz elementos que subsidiam as interações entre as produções acadêmicas negras e a sua utilização na universidade. Em seguida, são apresentadas ponderações a respeito dos desafios em se constituir uma formação em Serviço Social com caráter antirracista. A conclusão é dedicada a elucubrações sobre racismo acadêmico e universidade. O resultado que se espera com essa produção é contribuir e provocar um debate em que se busque compreender a importância dos processos de formação acadêmica anticoloniais e antirracistas na universidade.
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