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Brasil
O texto apresenta os resultados parciais dos estudos realizados em uma rede de pesquisadores vinculados a duas universidades federais. Parte da consideração de que o acesso à universidade pública concebido como um privilégio de classe, raça e etnia constitui um elemento estruturante da política de educação superior brasileira. Nesse sentido, o estudo examina os eixos centrais do desenvolvimento dessa política, dialogando com a obra de Florestan Fernandes para identificar como os nexos entre capitalismo dependente e heteronomia cultural resultaram em uma universidade que nasce e se organiza com a marca da intolerância ao acesso de trabalhadores e trabalhadoras, particularmente, negros e negras à educação superior. A partir da análise dos dados do INEP/MEC e PNAD/IBGE ressalta como esse elemento estruturante manifestou-se no período 2019/2022, articulando a intensificação da pauta neoliberal e o neoconservadorismo como fundamentos da movimentação tirânica da burguesia brasileira na arena política. Por fim, o texto evidencia a urgência na organização da classe trabalhadora resistindo às ofensivas burguesas condutoras das desigualdades sociais e raciais na educação e reafirmando a nossa pauta histórica em defesa da educação superior pública e gratuita.
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