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Primavera secundarista: resistência e reação violenta do Estado Brasileiro

    1. [1] Universidade do Estado do Rio de Janeiro

      Universidade do Estado do Rio de Janeiro

      Brasil

  • Localización: Temporalis, ISSN-e 2238-1856, Vol. 24, Nº. 47, 2024 (Ejemplar dedicado a: Política de educação no Brasil contemporâneo), págs. 51-68
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • O ensaio problematiza a mediação do Estado brasileiro na luta de classes a partir das respostas à Primavera Secundarista. O movimento surge em reação à ascensão da racionalidade neoliberalista na educação, que se traduz na flexibilização curricular, na adoção de uma agenda regressiva e no subfinanciamento da área. Adotando a crítica da economia política como método, o estudo foi realizado por meio da pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, e os procedimentos metodológicos incluíram revisão de literatura, análise documental e de conteúdo. A violência dirigida contra os secundaristas não apenas reproduz as tendências autocráticas de longa duração e sua relação com as formas de dominação capitalista em um país periférico e dependente, mas também evidencia que o processo de realinhamento econômico e político vivenciado pelo Brasil desde a crise internacional de 2008, marcado pelo esgotamento do ciclo expansionista e da hegemonia lulista, resultou em um amplo saneamento das instituições da democracia burguesa que se manifesta em um esforço deliberado para conter a insurgência das classes subalternas.    


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