Brasil
Para a apreensão do debate, buscamos aporte no método materialista histórico-dialético. Trata-se de um estudo aproximativo de natureza qualitativa, validado em pesquisa bibliográfica e documental. Buscamos tecer algumas considerações gerais, acerca do racismo enquanto lastro basilar das expressões da “questão social” na realidade brasileira de capitalismo dependente, elemento de produção e reprodução ampliada das desigualdades sócio-raciais que atravessam o conjunto da classe trabalhadora. Essa dinâmica conforma o Serviço Social, enquanto profissão historicamente determinada envolta na conjuntura histórica da sua gênese e institucionalização. Ao que pese aos avanços na perspectiva teórico-crítica nos anos 1980/1990 e o tensionamento e emergência de uma agenda acerca das relações étnico-raciais no âmbito da profissão, expressa na produção de conhecimento e nos acúmulos das entidades da categoria: Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO, acerca da matéria, vislumbra-se incontornáveis dilemas e desafios no chão do cotidiano profissional, terreno de contradições e possibilidades, onde se inserem as/os assistentes sociais.
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