Brasil
En este texto presentamos algunos resultados obtenidos en el proyecto de investigación ―Emprendimiento de sí, cultura digital y procesos creativos: formas de ser músico profesional a partir de la pandemia COVID-19‖, en el que analizamos, desde la perspectiva teórico-metodológica de Estudios Culturales (HALL, 1997), las estrategias operadas por músicos independientes (CERQUEIRA, 2017; GALLETTA, 2018; VICENTE, 2010; NAKANO, 2006) de Rio Grande do Sul para desarrollar sus actividades en diferentes espacios de actuación profesional. Abordamos la producción de formas de ser músico independiente en la interfaz de dos imperativos contemporáneos: la cultura del emprendimiento (CERQUEIRA, 2017; GADELHA COSTA, 2009) y la cultura digital (STALDER, 2021; BORTOLAZZO, 2020; JENKINS, 2009). Además, pretendemos analizar cómo los músicos se entienden a sí mismos en su actividad profesional y cómo conducen su carrera. Junto al autodidactismo, existe una importante red de conocimientos y habilidades, en forma de asistencia mutua e intercambio de servicios. La interpretación se desarrolla en medio de una cierta inestabilidad e incertidumbre respecto de las actividades profesionales y, al mismo tiempo, exige que el músico invierta, muchas veces sin orientación especializada, en su propia formación y en la adquisición de habilidades y competencias para el desempeño de sus actividades, cada vez más mediadas por las tecnologías de producción audiovisual y de comunicación digital. Además, el músico busca producir de manera autoral, imprimiendo su marca y su propia identidad a su producción musical, pero simultáneamente necesita enfrentar el dilema de producir, casi ininterrumpidamente, contenidos consumibles, en función de los intereses competitivos del mercado.
In this text, we present some results obtained from the research project called “Entrepreneurship of the self, digital culture and creative processes: ways of being a professional musician since the COVID-19 pandemic”, in which we analyzed, from the theoretical-methodological perspective of Cultural Studies (HALL, 1997), the strategies executed by independent musicians (CERQUEIRA, 2017; GALLETTA, 2018; VICENTE, 2010; NAKANO, 2006) from Rio Grande do Sul to perform their activities in different settings of professional performance. We addressed the production of ways of being an independent musician at the interface of two contemporary imperatives: the culture of entrepreneurship (CERQUEIRA, 2017; GADELHA COSTA, 2009) and the digital culture (STALDER, 2021; BORTOLAZZO, 2020; JENKINS, 2009). Furthermore, we aimed to analyze how musicians understand themselves in their professional activities and how they conduct their careers. Along with self-education, there is a significant network of knowledge and skills, in the form of mutual assistance and exchange of services. Their performances take place amidst a certain instability and uncertainty regarding professional activities and, at the same time, require the musicians to invest, often without specialized guidance, both in their own training and in the achievement of skills and competencies to carry out their activities, increasingly mediated by audiovisual production and digital communication technologies. Moreover, musicians attempt to produce in an authorial way, by imprinting their mark and their own identity on their musical production, but they simultaneously need to face the dilemma of producing, almost uninterruptedly, consumable content, depending on the competitive interests of the market.
Neste texto, apresentamos alguns resultados obtidos no projeto de pesquisa “Empreendedorismo de si, cultura digital e processos criativos: modos de ser músico profissional a partir da pandemia COVID-19”, no qual analisamos, sob a perspectiva teórico-metodológica dos Estudos Culturais (HALL, 1997), as estratégias operadas por músicos independentes (CERQUEIRA, 2017; GALLETTA, 2018; VICENTE, 2010; NAKANO, 2006) do Rio Grande do Sul para desempenhar suas atividades em diferentes espaços de atuação profissional. Tratamos da produção de modos de ser músico independente na interface de dois imperativos contemporâneos: a cultura do empreendedorismo (CERQUEIRA, 2017; GADELHA COSTA, 2009) e a cultura digital (STALDER, 2021; BORTOLAZZO, 2020; JENKINS, 2009). Além disso, objetivamos analisar como os músicos compreendem a si próprios em suas atividades profissionais e como conduzem suas carreiras. Junto ao autodidatismo, há uma rede significativa de conhecimentos e habilidades, na forma de auxílio mútuo e de permuta de serviços. A atuação dá-se em meio a certa instabilidade e incerteza quanto às atividades profissionais e, ao mesmo tempo, exige que o músico invista, muitas vezes sem uma orientação especializada, na própria formação e na aquisição de habilidades e competências para desempenhar suas atividades, cada vez mais mediadas pelas tecnologias de produção audiovisual e de comunicação digital. Além disso, o músico busca produzir de forma autoral, imprimindo sua marca e uma identidade própria em sua produção musical, mas simultaneamente precisa encarar o dilema de produzir, quase ininterruptamente, conteúdos consumíveis, em função dos interesses concorrenciais do mercado.
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