Brasil
Este artículo tiene como objetivo reflexionar sobre cómo se construyó la historiografía de la música en el estado brasileño de Rio Grande do Sul, con el fin de demostrar cómo esta producción de conocimiento ha moldeado y restringido las representaciones de lo que hoy se entiende como “música gaúcha”. La investigación pretende mostrar cómo las narrativas creadas sobre la “sonoridad gaúcha” revelan sesgos excluyentes, “productores de subalternidad” (PLESCH, 2013), respecto a diversos tipos de individuos y musicalidades, segregados por marcadores ideológicos y sociales como raza/etnia y género. Se sugiere un enfoque que cuestione las narrativas tradicionales y explore los aspectos sociales involucrados en la construcción de esta historia musical. Así, este estudio busca desarrollar aportes para metodologías de enseñanza e investigación sobre la música popular de Rio Grande do Sul mediante estrategias educativas decoloniales que puedan ser utilizadas por docentes e investigadores.
This article reflects on the construction of the historiography of music in the Brazilian state of Rio Grande do Sul, aiming to demonstrate how this body of knowledge has shaped and constrained representations of what is now understood as “gaúcha music.” The investigation reveals how the narratives surrounding the “gaúcha sound” exhibit exclusionary biases, termed “producers of subalternity” (PLESCH, 2013), that marginalize various individuals and musical styles based on ideological and social markers such as race/ethnicity and gender. The proposed approach questions traditional narratives and examines the social aspects involved in shaping this musical history. Consequently, this study seeks to contribute to teaching and research methodologies on popular music from Rio Grande do Sul through decolonial educational strategies applicable to both educators and researchers.
Este artigo visa trazer reflexões sobre como se construiu a historiografia da música no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, a fim de demonstrar como essa produção de conhecimento moldou e restringiu as representações do que hoje se compreende como “música gaúcha”. A investigação pretende mostrar como as narrativas criadas sobre a “sonoridade gaúcha” demonstram vieses excludentes, "produtores de subalternidade" (PLESCH, 2013), quanto a diversos tipos de indivíduos e musicalidades, segregadas por marcadores ideológicos e sociais como raça/etnia e gênero. Sugere-se uma abordagem que questione as narrativas tradicionais e explore os aspectos sociais envolvidos na construção dessa história musical. Deste modo, busca-se neste estudo desenvolver aportes para metodologias de ensino e pesquisa sobre música popular do Rio Grande do Sul com estratégias educativas decoloniais que possam ser usadas por professores e pesquisadores.
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