In this paper, I seek to present the struggles for the demarcation of the São Marcos Indigenous Land, Mato Grosso, from the perspective of Xavante narrators, interviewed between the years 2016 and 2018, and documents researched in the Documentation Center of the Directorate of Territorial Protection of Funai in Brasília. Starting from a reflection on the coloniality that affects the historiography produced about indigenous peoples, I seek to contest the social erasure of the indigenous protagonism and capacity of action, bringing, as a counterpoint to this invisibility, the strategies used by the xavante people to achieve the demarcation of their lands, especially the São Marcos Indigenous Land, during the 1970s.
Nesse trabalho busco apresentar as lutas pela demarcação da Terra Indígena São Marcos, Mato Grosso, a partir da perspectiva de narradores xavante, entrevistados entre os anos de 2016 e 2018, e de documentos pesquisados no Núcleo de Documentação da Diretoria de Proteção Territorial da Funai de Brasília. Partindo, de uma reflexão sobre a colonialidade que atinge a historiografia produzida sobre povos indígenas, busco contestar o apagamento social do protagonismo e da capacidade de ação indígenas, trazendo, como contraponto para essa invisibilidade, as estratégias utilizadas pelos xavante para conseguir a demarcação de suas terras, em especial, da Terra Indígena São Marcos, durante a década de 1970.
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