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João Francisco de Souza e Lourenço Borges Justiniano: Duas Lideranças Indígenas Na Construção Do Brasil Independente (Bahia, 1822 – 1833)

    1. [1] UNEB
  • Localización: História e Cultura, ISSN-e 2238-6270, ISSN 2238-6270, Vol. 13, Nº. 2, 2024 (Ejemplar dedicado a: Biografia e História: Polifonia e Experiências Plurais), págs. 353-380
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • João Francisco de Souza and Lourenço Borges Justiniano: Two Indigenous Leaders in the Construction of Independent Brazil (Bahia, 1822 – 1833)
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Recent studies have demonstrated the participation of indigenous people in the construction of an independent Brazil, mainly through the work of councilors, judges and captains-major in indigenous villages. Indigenous protagonism in this context was greatly favored by the expansion of political space and the politicization of indigenous leaders during the period of implementation of the Indian Directory, which ensured indigenous self-government, even though subject to a rigid tutelary regime guided by a program of “reform of customs”. This article recovers fragments of the life trajectories of two indigenous leaders involved in the process of independence in Bahia: João Francisco de Souza and Lourenço Borges. By describing and analyzing their actions, we seek to demonstrate the various forms of indigenous participation in the construction of an independent Brazil, highlighting the autonomous and proactive insertion of indigenous leaders in that context and demonstrating how the writing of short life trajectories can reveal, albeit in a fragmented way, the complexity of that process.

    • português

      Estudos recentes têm demonstrado a participação dos indígenas na construção do Brasil independente, principalmente por meio da atuação de vereadores, juízes e capitães-mores nas vilas de índios. O protagonismo indígena nesse contexto foi deveras favorecido pelo alargamento do espaço político e politização das lideranças indígenas no período de implantação do Diretório dos índios, que assegurou o autogoverno indígena, ainda que submetido a um rígido regime tutelar orientado por um programa de “reforma dos costumes”. Este artigo recupera fragmentos da trajetória de vida de duas lideranças indígenas envolvidas no processo da independência na Bahia: João Francisco de Souza e Lourenço Borges. Com a descrição e análise de suas atuações, busca-se demonstrar as diversas formas de participação dos indígenas na construção do Brasil independente, evidenciando a inserção autônoma e proativa das lideranças indígenas naquele contexto e demonstrando como a escrita de pequenas trajetórias de vida pode revelar, ainda que de forma fragmentada, a complexidade daquele processo.


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