El artículo propone un “análisis atento” de la medalla de Arquitectura Brasileña, concebida por Honório Peçanha (1978), como un objeto privilegiado, un “lugar de memoria”, para comprender las relaciones entre escultura y arquitectura en medio de debates sociales y formales en el ocaso del modernismo. Se trata, desde un “monumento” conmemorativo, de discutir un conjunto más amplio de matices, en la confluencia entre historia del arte, historia cultural y mentalidades, y en un acercamiento a los recursos de la microhistoria, como su apropiación de la descripción densa de Clifford Geertz. Del “lugar” de las medallas en la historiografía y el arte se abordan temas como: la “estatuamanía”, el realismo socialista y la tensión entre el figurativismo de nuestro primer modernismo y las corrientes constructivas y abstractas que se consolidaron en la posguerra.
The article proposes an “attentive analysis” of the Brazilian Architecture medal, conceived by Honório Peçanha (1978), as a privileged object, a “place of memory”, for understanding the relationships between sculpture and architecture in the midst of social and formal debates in the twilight of modernism. It is about, from a commemorative “monument”, discussing a broader set of nuances, at the confluence among art history, cultural history and mentalities, and in an approach to the resources of micro-history, such as its appropriation of Clifford Geertz’s dense description. From the “place” of medals in historiography and art, themes such as: the “statue mania”, Socialist Realism and the tension between the figurativism of our first modernism and the constructive and abstract currents that were consolidated in the post-war period are debated.
O artigo propõe uma “análise atenta” da medalha Arquitetura Brasileira (1978), concebida por Honório Peçanha. Do ponto de vista metodológico, trata-se de entendê-la como objeto privilegiado, um “lugar de memória”, tal como sugerido por Pierre Nora, para o entendimento das relações entre escultura e arquitetura em meio aos debates sociais e formais no crepúsculo do modernismo: a partir de um “monumento” comemorativo, discute-se um mais amplo conjunto de nuances, na confluência de métodos entre história da arte (atenção ao objeto e sua fatura), história da cultura e mentalidades (atenção ao contexto e condições da produção artística), e em uma aproximação aos recursos da micro-história, como sua apropriação da descrição densa de Clifford Geertz (relacionando a atenção ao objeto com a atenção ao contexto). A relevância do trabalho, ao esmiuçar o “lugar” da medalhística na historiografia e na arte, está em alcançar, assim, resultados como perceber de que modo temas como a “mania das estátuas” ou Realismo Socialista reverberam na tensão entre o figurativismo do nosso primeiro modernismo e as correntes construtivas e abstratas que se firmam no pós-guerra, e o papel de “certa arquitetura” (Niemeyer) nesta espécie de transição.
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