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Uma breve análise sobre os livros didáticos destinados à alfabetização

  • Autores: Ananda Yumi Yamashiro, Onaide Schwartz Mendonça
  • Localización: Nucleus, ISSN-e 1982-2278, Vol. 16, Nº. 1, 2019, págs. 181-194
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • Este trabalho é parte de uma pesquisa maior que se propôs a analisar uma coletânea de livros didáticos destinados à alfabetização e distribuídos pelo MEC à redes públicas de ensino. A pesquisa tem como objetivo principal identificar possíveis equívocos presentes na estrutura do livro, apontando as incoerências encontradas na metodologia e nas atividades propostas. A análise foi fundamentada na Linguística, na Psicolinguística e em teorias de Magda Soares sobre Alfabetização e Letramento. O levantamento foi feito em livro indicado para o 2° ano do Ensino Fundamental, da Coletânea Novo bem–me-quer: letramento e alfabetização, Editora do Brasil. Esse estudo mostrou que a quantidade de atividades de Alfabetização é insuficiente para que a criança aprenda a ler e escrever, se comparada às atividades de Letramento, e que estas comparecem de forma descontextualizada. Além dessa análise minuciosa, foi feito um levantamento das atividades presentes no material verificando, segundo a teoria da psicogênese da língua escrita desenvolvida por Ferreiro e Teberosky (1986), se podem ser classificadas como exercícios de nível pré-silábico, silábico ou alfabético. Após a análise foi possível concluir que atividades de nível alfabético são as que comparecem em maior quantidade, o que configura uma incoerência, pois são indicadas a quem já sabe ler e escrever. Assim, conclui-se que os materiais didáticos contribuem para o analfabetismo em nosso país.


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