Durante a transição da Idade Média e a Modernidade, o poeta palaciano português humanista Fernão da Silveira cria um poema-labirinto em que a ludicidade, aliada à visualidade, é notável. Antecipando a visualidade de poemas barrocos e concretistas, esse pequeno poema permite uma leitura múltipla, tendo por base ainda o amor cortês. Estruturado por quatro colunas de palavras, o poema mostra-se inovador justamente por essa multiplicidade de leituras, o que permite um cotejo dele com a Poesia Concreta. Nosso propósito, então, é mostrar elementos concretos contidos na feitura do labirinto tardo-medieval aliados às teorias cingidas pelo Concretismo brasileiro e o Experimentalismo português. Para isso servimo-nos de estudos de Ernesto Manuel de Melo e Castro, proeminentemente, Ana Hatherly, Max Bense, Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Márcia Arbex, Maria João Fernandes entre outros.
During the transition from the Middle Ages to Modernity, the Portuguese and humanist courtly poet Fernão da Silveira creates a labyrinth-poem in which playfulness, combined with visuality, is remarkable. Anticipating the visuality of baroque and Concrete poems, this short poem allows multiple readings, even being based on courtly love. Structured by four columns of words, the poem is innovative precisely because of this multiplicity of readings, which allows a comparison of it with Concrete Poetry. Our purpose, then, is to show concrete elements contained in the making of the late-medieval labyrinth allied to the theories girded by Brazilian Concretism and Portuguese Experimentalism. To this end, we use the studies of Ernesto Manuel de Melo e Castro, prominently, Ana Hatherly, Max Bense, Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Márcia Arbex, Maria João Fernandes, among others.
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