No contexto pandêmico que o mundo vem enfrentando desde 2020, novas formas de relacionamento com o espaço foram criadas, afetando diretamente o modo de sermos e estarmos no mundo. Entre essas modificações, está a vivência do home office, que convocou diversos profissionais, inclusive psicólogos, a exercer sua atividade a partir de suas casas. Por meio de um diálogo com os conceitos de lugar e de lar, este artigo objetiva fazer um relato de experiência sobre clinicar em tempos de isolamento social, ao responder ao anseio de Buttimer (2015) de sair da postura de observador dos lugares e examinar as próprias experiências de lugaridade bem como se coloca na intercessão entre horizonte humanista da Geografia e a psicologia clínica. No relato, percebemos como o lugar e o lar impactam o fazer clínico, na redescoberta de que a clínica não diz de um espaço físico, mas de uma disposição em ser abrigo existencial.
In the pandemic context that the world has been facing since 2020, new ways of relating to space have been created, affecting our way of being in the world. Among these modifications is the experience of the home office, which has summoned many professionals, including psychologists, to exercise their activity from their homes. Through a dialogue with the concepts of place and home, this article aims to report an experience about clinical practice in times of social isolation, responding to Buttimer’s (2015) desire to leave the posture of observer of places and examine one’s own experiences of placeness, as well as placing oneself in the intersection between the humanist horizon of Geography and clinical psychology. In the report, we realize how place and home impact the clinical practice, in the rediscovery that the clinic does not say a physical space, but a willingness to be an existential shelte
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados