Brasil
A ecofenomenologia expande o pensamento fenomenológico rumo às intercorporeidades e intersubjetividades de seres humanos e não-humanos, de modo a dissolver o dualismo sociedade-natureza. Ao retornar à Terra nela mesma, essa perspectiva pode desafiar as fraturas socioambientais nas raízes do pensamento moderno. Dessa maneira, esse ensaio aproxima-se da ecofenomenologia para problematizar o conceito de lugar de modo a abranger as intencionalidades, desejos, percepções, afetos e experiências mais-que-humanas de ser-na-e-da-Terra. Entende-se que as reversibilidades que reúnem os seres na carne do mundo são tramas pelas quais o fazer-lugar é complexificado para além do humano, de modo a incluir as experiências geográficas de mundos animais, vegetais, fúngicos, rochosos, virais, troposféricos, dentre outros. Nesse sentido, a lugaridade é compreendida como uma mistura coabitacional que perpassa por sinfonias de seres entrançados nos arranjos coexistenciais da realidade geográfica. Ecofenomenologias do lugar expressam as covulnerabilidades carnais dos ‘estranhos parentescos’ de intercorporeidades, intersubjetividades, aberturas e tensões mais-que-humanas.
Ecophenomenology expands the phenomenological thought towards human and non-human intercorporeality and intersubjectivity as a way to dissolve society-nature dualisms. By proposing a return to Earth in itself, this perspective can challenge the socioenvironmental fractures at the roots of modern thought. Thus, this essay approaches ecophenomenology to problematize the concept of place as a way to open it up to more-than-human intentionality, desire, perception, affect and experiences of being-in-and-of-the-Earth. It is understanded that the reversibility that reunite beings in the flesh of the world is the path through which place-making is complexified beyond humans towards the geographical experiences of animal, vegetable, fungi, rock, viral and tropospheric worlds. In this sense, placeness is comprehended as a cohabitational entanglement that involves symphonies of beings intertwined in co-existential arrangements of geographical reality. Ecophenomenologies of place express the carnal co-vulnerability of a ‘strange kinship’ of more-than-human intercorporeality, intersubjectivity, openings and tension
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