Este ensayo examina la transformación de Bogotá, partiendo de la “Atenas sudamericana” del siglo XX a un espacio contemporáneo de resistencia urbana, donde el grafiti y el arte urbano redefinen la identidad de la ciudad, situándose, particularmente, en el estallido social de 2021. En contraste con la imagen de una metrópolis civilizada inspirada en ideales griegos, Bogotá emerge como una contracara a través del arte urbano, encarnando una paradoja moderna: producir a partir de la destrucción. En este contexto, el grafiti actúa como una acción política que permite imaginar una Bogotá pluriversal mediante la inversión de la lógica excluyente de la urbanización capitalista. A menudo criticado como vandalismo, el grafiti interviene en el orden urbano de Bogotá, exponiendo una lógica colonial latente que es tanto capitalista como negadora de la vida. Partiendo del concepto de producción de espacio de Henri Lefebvre, este análisis explora la destrucción simbólica del discurso colonial inscrito en monumentos, muros y paisajes urbanos de Bogotá. Estas intervenciones urbanas, que son a la vez una forma de producir espacio, crean un escenario colectivo que critica el orden histórico impuesto a la ciudad mientras imagina una nueva realidad espacial. A través de esta lente, el grafiti y el arte urbano revelan la ciudad real, al tiempo que proponen una ciudad posible, donde múltiples formas de habitar el espacio puedan coexistir. Desafiando las percepciones tradicionales del espacio público, el arte urbano y, particularmente, el grafiti en Bogotá no solo critica las fuerzas destructivas de la modernidad capitalista, sino que propone una posibilidad transformadora donde todas las formas de habitar urbano sean válidas y celebradas.
The essay examines Bogotá’s transformation from the Athens of South America of the early 20th century to a contemporary site of urban resistance, where graffiti and street art reshape the city’s identity. Contrary to the image of a civilised metropolis modelled after Greek ideals, Bogotá now emerges as a counter-narrative through street art, embodying the paradox of modernity—creation through destruction. In this context, graffiti operates as a form of political action, envisioning a pluriversal Bogotá by reversing the exclusionary logics of capitalist urbanisation. Often criticised as vandalism, graffiti intervenes in Bogotá’s urban order to expose an underlying colonial logic that is both capitalist and life-negating. Drawing on Henri Lefebvre’s concept of the production of space, this analysis explores the symbolic destruction of colonial discourses inscribed on Bogotá’s monuments, walls, and urban landscapes. T hese urban interventions create a collective stage that critiques the historical order imposed on the city while imagining a new spatial reality. Through this lens, street art and, particularly, graffiti reveal the real city while proposing an alternative urban vision—the potential city, where multiple ways of inhabiting space may coexist. By challenging traditional perceptions of public space, urban art in Bogotá not only critiques the destructive forces of capitalist modernity but also suggests a transformative possibility where all forms of urban life are valid and celebrated.
O ensaio examina a transformação de Bogotá, desde a “Atenas sul-americana” do século XX até um espaço contemporâneo de resistência urbana, onde o grafite e a arte da rua redefinem a identidade da cidade, especialmente no contexto da explosão social de 2021. Em contraste com a imagem de uma metrópole civilizada inspirada em ideais gregos, Bogotá emerge como um contraponto através da arte urbana, encarnando o paradoxo da modernidade: a criação através da destruição. Nesse contexto, o grafite atua como uma ação política que permite imaginar uma Bogotá pluriversal ao inverter a lógica excludente da urbanização capitalista. Frequentemente criticado como vandalismo, o grafite intervém na ordem urbana de Bogotá, expondo uma lógica colonial latente que é tanto capitalista quanto negadora da vida. Com base no conceito de produção do espaço de Henri Lefebvre, esta análise explora a destruição simbólica do discurso colonial inscrito em monumentos, muros e paisagens urbanas de Bogotá. Essas intervenções urbanas, criam um cenário coletivo que critica a ordem histórica imposta à cidade enquanto imagina uma nova realidade espacial. Através dessa lente, a arte urbana e, particularmente, o grafite revelam a cidade real, ao mesmo tempo que propõem uma cidade possível, onde múltiplas formas de habitar o espaço podam coexistir. Desafiando as percepções tradicionais do espaço público, a arte urbana em Bogotá não apenas critica as forças destrutivas da modernidade capitalista, mas também propõe uma possibilidade transformadora em que todas as formas de habitar o urbano sejam válidas e celebradas.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados