Correlação entre o desempenho do teste de saltos verticais com o teste de sprint de 20 metros em atletas de Futebol

  • Jefferson Fernando Coelho Rodrigues Júnior Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.
  • Alyson Felipe da Costa Sena Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.
  • Paulo Vitor Albuquerque Santana Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.
  • Ednei Costa Maia Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Pinheiro-MA, Brasil.
  • Christiano Eduardo Veneroso Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.
  • Mario Noberto Sevilio de Oliveira Junior Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.
Palavras-chave: Futebol, Potência, Desempenho esportivo

Resumo

Introdução: O futebol é um esporte de elevada demanda energética com variáveis ní­veis de intensidade que variam de acordo com a situação da partida, neste sentido algumas capacidades fí­sicas tornam-se importantes para melhorar o condicionamento fí­sico dos atletas deste desporto, portanto é essencial conhecer e identificar os ní­veis de desempenho em alguns testes especí­ficos a fim de proporcionar um parâmetro para entendimento de como se encontra o ní­vel de condicionamento fí­sico dos atletas, para que se possa otimizar o treinamento. Objetivo: O presente estudo buscou investigar a correlação existente entre o desempenho dos testes de salto vertical, com o teste sprint de 30 metros.  Materiais e métodos: Este trabalho foi composto por 31 atletas de futebol do sexo masculino em um clube de futebol profissional da Bahia. Idade: 28,1 ± 4,65 anos, estatura: 177 ± 0,07cm, massa corporal: 76,99 ± 7,12kg. A amostra foi caracterizada através de dados de antropometria (altura e peso). Para análise dos saltos verticais foi utilizado o aplicativo Hudl Technique®, e para análise da velocidade de sprint foi utilizado o software especí­fico MultiSprint®, as análises estatí­sticas foram realizadas com software estatí­stico GraphPad® 6.0. Resultados: Diferentemente de outros estudos, foi encontrada baixa correlação entre o desempenho dos saltos e dos sprints, esta baixa correlação pode ser fruto de um baixo condicionamento fí­sico dos atletas da amostra. Conclusão: A não correlação dos testes pode ser entendida como uma resposta ao ní­vel de condicionamento deficitário destes atletas, diferente de outros estudos que encontram uma correlação moderada entre estes testes.

Biografia do Autor

Jefferson Fernando Coelho Rodrigues Júnior, Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Alyson Felipe da Costa Sena, Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Paulo Vitor Albuquerque Santana, Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Ednei Costa Maia, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Pinheiro-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Christiano Eduardo Veneroso, Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Mario Noberto Sevilio de Oliveira Junior, Programa de pós-graduação em Educação Fí­sica, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luí­s-MA, Brasil.

Núcleo de esporte da Universidade Federal do Maranhão.

Referências

-Asano, Y. R.; e colaboradores. Potência anaeróbia em jogadores jovens de futebol: Comparação entre três categorias de base de um clube competitivo. Brazilian Journal of biomotricity. Vol. 3. Num. 1. 2009.

-Bangsbo, J. The physiology of soccer-with special reference to intense intermittent exercise. Acta Physiologica Scandinavica. Supplementum. Vol. 619. p. 1-155. 1994.

-Balsalobre-Fernández, C.; Glaister, M.; Lockey, R. A. The validity and reliability of an iPhone app for measuring vertical jump performance. Journal of Sports Sciences. Vol. 33. Num. 15. p. 1574-1579. 2015.

-Castagna, C.; e colaboradores. Aerobic fitness and yo-yo continuous and intermittent tests performances in soccer players: a correlation study. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 20. Num. 2. p. 320. 2006.

-Coelho, D. B.; e colaboradores. Correlação entre o desempenho de jogadores de futebol no teste de sprint de 30m e no teste de salto vertical Correlation between performance of Soccer players in the 30-meter sprint test and in the vertical jump test. Motriz: Revista de Educação Física. Vol. 17. Num. 1. p. 63-70. 2011.

-Coelho, D. B.; e colaboradores. Performance of soccer players of different playing positions and nacionalities in a 30-meter sprint test. In: ISBS-Conference Proceedings Archive. 2007.

-De Oliveira, W. L.; e colaboradores. Análise da influência da plataforma vibratória no desempenho do salto vertical em atletas de futebol: ensaio clínico randomizado. Fisioterapia em Movimento. Vol. 24. Num. 2. 2017.

-De Sousa, S.; Rodrigues, W. R. H.; Rodrigues, E. Q. Diferenças de desempenho entre potência anaeróbia e salto vertical no Futebol. RBFF-Revista Brasileira de Futsal e Futebol. Vol. 7. Num. 26. p. 441-446. 2015. Disponível em:

<http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/view/374>

-Di Dalvo, V.; e colaboradores. Analysis of high intensity activity in Premier League soccer. International journal of sports medicine. Vol. 30. Num. 3. p. 205-212. 2009.

-Dos Santos, R. R. C.; e colaboradores. Effect of the Game Time Schedule under the Physical Performance of Professional Soccer Players. International Journal of Sports Science. Vol. 8. Num. 1. p. 14-18. 2018.

-Dos Santos, J. A. R. Estudo comparativo, fisiológico, antropométrico e motor entre futebolistas de diferente nível competitivo. Rev. Paul. Educ. Fís. Vol. 13. Num. 2. p. 146-159. 1999.

-Faulkner, J. A. Physiology of swimming and diving. In: FALLS, H. Exercise Physiology. Baltimore: Academic Press, 1968.

-Ferreira, J. A; Alves, B. P; Silva, D. A. G. Análise do perfil antropométrico e de desempenho motor de atletas Juatubenses de futsal sub 17. RBFF-Revista Brasileira de Futsal e Futebol. Vol. 9. Num. 32. p. 59-63. 2017. Disponível em: <http://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/view/450/388>

-Gordon, C. C.; Chumlea, W. C.; Roche, A. F. Stature, recumbent length and weight. In: Lohman, T. G.; Roche, A. F., Martorell, R. Anthropometric standardization reference manual. Champaign, IIIinois: Human Kinetics, 1988. p. 3-8.

-Krustrup, P.; e colaboradores. Physical demands during an elite female soccer game: importance of training status. Medicine & Science in Sports & Exercise. Vol. 37. Num. 7. p. 1242-1248. 2005.

-Moro, V. L.; e colaboradores. Capacidade anaeróbia em futebolistas de diferentes níveis competitivos: Comparação entre diferentes posições de jogo. Motricidade. Vol. 8. Num. 3. p. 71-80. 2012.

-Nunes, R.; e colaboradores. Comparação de indicadores físicos e fisiológicos entre atletas profissionais de futsal e futebol. Revista Motriz. Vol. 18. Num. 1. p. 104-112. 2012.

-Pasquarelli, B. N.; e colaboradores. Análise da velocidade linear em jogadores de futebol a partir de dois métodos de avaliação. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 11. Num. 4. p.

-414. 2009.

-Schultze, I. S.; Liberali, R. Caracterização do futebol: distância percorrida, VO2 max e percentual de gordura do futebolista: revisão sistemática. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. Vol. 5. Num. 29. p. 442-455. 2011.

Disponível em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/296/296>

-Spigolon, L. M. P.; e colaboradores. Potência anaeróbia em atletas de futebol de campo: diferenças entre categorias. Coleção Pesquisa em Educação Física. Vol. 6. Num. 1. p. 421-428. 2007.

-Thiengo, C. R.; e colaboradores. Perfil antropométrico, aptidão motora e aeróbia de jogadores de futebol profissionais e juniores de Trinidad e Tobago. Revista brasileira de Ciência e Movimento. p. 14-24. 2012.

-Ugrinowitsch, C.; Barbanti, V. J. O ciclo de alongamento e encurtamento e a “performance” no salto vertical. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo. Vol. 12. Num. 1. p. 85-94. 1998.

-Wisløff, U.; e colaboradores. Strong correlation of maximal squat strength with sprint performance and vertical jump height in elite soccer players. British journal of sports medicine. Vol. 38. Num. 3. p. 285-288. 2004.

Publicado
2020-08-25
Como Citar
Rodrigues Júnior, J. F. C., Sena, A. F. da C., Santana, P. V. A., Maia, E. C., Veneroso, C. E., & de Oliveira Junior, M. N. S. (2020). Correlação entre o desempenho do teste de saltos verticais com o teste de sprint de 20 metros em atletas de Futebol. RBFF - Revista Brasileira De Futsal E Futebol, 11(46), 549-554. Recuperado de https://www.rbff.com.br/index.php/rbff/article/view/730
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##